Professor cria projeto que indica um livro por dia para ler na quarentena

Andrei Cerentini

“Estamos enfrentando um dos momentos mais difíceis dos nossos tempos. Por isso, esse perfil vem, humildemente, trazer alento através da literatura.”

Assim se apresenta, no Instagram, o projeto “Um Livro a Cada Dia”. Iniciativa do professor de filosofia Andrei Cerentini, a ideia de criar a página surgiu depois das mudanças provocadas pelo Covid-19, em meio às adaptações do pedido de autoridades de permanecer em casa para ajudar a combater o coronavirus.

Segundo Andrei, a ideia da página é estimular, todos os dias, a leitura ou a observação e debate de um livro diferente.

– Sempre falo para os meus alunos que eles não têm repertório (de leitura). Criei esse projeto para ajudar a eles e também as pessoas que estão em casa. A ideia é também para nos ocupar,  para criarmos um propósito nesses tempos em que vamos ficar em casa – comenta Andrei.

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O projeto iniciou neste domingo e a primeira obra indicada foi “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente. O comentário do livro pode ser assistido no IGTV da página.

O livro indicado e comentado por Andrei nesta segunda-feira, dia 23, é Revolução dos Bichos, de George Orwell.

Na terça-feira, a indicação será a coleção “Filosofinhos – Filosofia para crianças”

Já na quarta, o livro sugerido será O Nome da Rosa, de Umberto Eco.

A ideia é que cada obra indicada possa ser acessada gratuitamente em sites como o  Domínio Público.

Os vídeos serão publicados diariamente às 18h. Todos os dias a página será atualizada com uma indicação de livro diferente, seja de literatura, filosofia, semiótica, economia e outros clássicos da literatura mundial

– Essa é a ideia: rechear o nosso tempo em casa com alguma coisa boa – reforça Andrei.

Siga a página e acompanhe os  comentários dos livros aqui

#FiqueEmCasa

#PorTodosNós

Liciane Brun

Jornalista em aprendizado constante e com a alma mesclada entre o amor pela cultura e tudo o mais que trouxer leveza. Encontrou na escrita um pouco de paz. Permite-se a clichês: amar e mudar as coisas interessa mais.

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